Regulamentação

    SISANT ou Homologação ANATEL: Qual a Diferença e Quando Cada Um é Obrigatório?

    6 min de leitura

    Por que existe tanta confusão entre SISANT e ANATEL?

    Quando o assunto é regularizar um drone no Brasil, muitos pilotos ouvem falar de "ANATEL", "ANAC", "SISANT" e "homologação" — e frequentemente confundem esses termos. A confusão é compreensível, pois são obrigações diferentes reguladas por órgãos diferentes. Entender a distinção evita multas e facilita a vida de quem quer voar dentro da lei.

    O que é a homologação ANATEL?

    A homologação ANATEL é um processo de certificação técnica realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações. Ela certifica que um equipamento eletrônico — incluindo drones — atende às normas brasileiras de emissão de radiofrequência e não interfere em outras comunicações.

    Pontos-chave:

    • Quem faz: o fabricante ou importador do equipamento (não o usuário)
    • O que certifica: o modelo do equipamento, não o piloto
    • Como aparece: número de homologação na embalagem e como selo no drone
    • Quando é obrigatório: para qualquer drone que usa radiofrequência, independente do peso
    • Custo para o usuário: zero — o gerador de selo é gratuito

    O que é o cadastro SISANT (ANAC)?

    O SISANT (Sistema de Aeronaves Não Tripuladas) é um cadastro administrado pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Ele registra os pilotos e operadores de drones no Brasil, permitindo rastreabilidade em caso de acidentes e garantindo que o piloto conhece as regras básicas de operação.

    Pontos-chave:

    • Quem faz: o piloto ou operador do drone
    • O que certifica: o piloto, não o equipamento
    • Quando é obrigatório: drones com peso de decolagem acima de 250g
    • Drones abaixo de 250g: isentos do SISANT
    • Custo: gratuito para cadastro básico

    Comparativo: SISANT vs Homologação ANATEL

    • Órgão responsável: SISANT → ANAC | ANATEL → ANATEL
    • O que registra: SISANT → piloto/operador | ANATEL → modelo do equipamento
    • Responsável pelo processo: SISANT → usuário | ANATEL → fabricante/importador
    • Obrigatório para drones até 249g: SISANT → Não | ANATEL → Sim
    • Obrigatório para drones acima de 250g: SISANT → Sim | ANATEL → Sim
    • Custo: SISANT → Gratuito | ANATEL → Gratuito para o usuário

    Quando cada obrigação se aplica ao seu caso?

    A regra prática é simples:

    • Drone até 249g (ex: DJI Mini 4 Pro): precisa apenas do selo ANATEL visível no equipamento. Sem SISANT obrigatório.
    • Drone acima de 250g (ex: DJI Mavic 3, Air 3): precisa do selo ANATEL no equipamento E do cadastro no SISANT como piloto.
    • Uso comercial (qualquer peso): além do SISANT, pode ser necessária habilitação específica da ANAC. Consulte a RBAC-E nº 94.

    Resumo prático: o que você precisa fazer hoje

    Para voar dentro da lei no Brasil, verifique:

    1. Seu drone tem número de homologação ANATEL? → Se sim, gere e cole o selo. Se não, verifique no sistema ANATEL.
    2. Seu drone pesa mais de 250g? → Se sim, cadastre-se no SISANT em drones.anac.gov.br.
    3. Você vai usar comercialmente? → Consulte as categorias de habilitação da ANAC.

    Perguntas Frequentes

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    IM

    Irlen Menezes

    Autor

    Desenvolvedor e mantenedor do Gerador de Selo ANATEL e do Gerador de Selo ANAC. Mantém também um blog sobre drones, regulamentação e pilotagem com guias detalhados sobre o mercado brasileiro.

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