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    Framework completo — atualizado para 2026

    Regulamentação de Drones
    no Brasil em 2026 — Guia Definitivo

    Operar drone legalmente no Brasil envolve três agências federais: ANATEL (equipamento), ANAC (operador) e DECEA (espaço aéreo). Este guia consolida as obrigações de cada uma — do voo recreativo de 249 g ao voo agrícola profissional BVLOS.

    18 min de leitura17 seções + FAQ
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    Drone precisa de homologação ANATEL?

    Sim. Todo drone operado no Brasil precisa de homologação ANATEL, independentemente do peso, marca ou finalidade — inclusive modelos abaixo de 250 g. A dispensa que existe para drones até 249 g vale apenas para o cadastro SISANT da ANAC; o selo ANATEL continua obrigatório e deve ficar visível no drone e no controle remoto, cada um com seu próprio número de homologação.

    Pontos-chave

    • Operar drone legalmente no Brasil envolve três agências federais: ANATEL (equipamento), ANAC (operador), DECEA (espaço aéreo).
    • ANATEL — homologação do equipamento + selo visível obrigatório (drone + controle).
    • ANAC — cadastro SISANT do operador (obrigatório acima de 250 g recreativo e em qualquer uso comercial) + Licença de Piloto Remoto para uso profissional.
    • DECEA — autorização SARPAS para voos em áreas controladas/restritas + respeito a zonas FRZ (raio de 9 km de aeroportos).
    • Limites recreativos padrão: 120 m AGL de altura, 30 m de distância de pessoas, VLOS (visada direta).
    • Uso comercial exige tudo + seguro RETA + manual de operações + certificação de piloto.

    01Visão geral: as três agências

    Para operar drone legalmente no Brasil em 2026, você acumula obrigações de três agências federais distintas — cada uma com competência própria, fiscalização própria e penalidades próprias.

    • ANATEL — regula o equipamento de telecomunicações (drone + controle + rádio). Foco: homologação técnica.
    • ANAC — regula o operador e a aeronave. Foco: cadastro SISANT, certificação de piloto, regras de operação (RBAC 100, RBAC-E 94).
    • DECEA — regula o uso do espaço aéreo. Foco: autorização de voo (SARPAS), zonas restritas (FRZ), corredores de operação.

    Cumprir só uma não basta. Para voar legalmente, você cumpre as três — em diferentes níveis dependendo do tipo de operação.

    02ANATEL: homologação do equipamento

    A ANATEL exige que todo equipamento de radiofrequência comercializado ou operado no Brasil seja homologado. Para drones, isso significa:

    • Drone com homologação ativa (número de homologação)
    • Controle remoto com homologação ativa (número separado)
    • Selo visível em ambos os equipamentos

    A homologação é responsabilidade do fabricante; o usuário aplica o selo visível. Detalhes em:

    03ANAC SISANT: cadastro do operador

    O SISANT (Sistema de Aeronaves Não Tripuladas) é o cadastro obrigatório do operador junto à ANAC. Regras gerais:

    • Drones recreativos abaixo de 250 g: dispensados
    • Drones recreativos acima de 250 g: obrigatório
    • Qualquer drone para uso comercial: obrigatório, independente do peso

    O cadastro é gratuito, feito no portal da ANAC, e gera um número de identificação que deve ser exibido junto ao drone. O cadastro precisa ser revalidado a cada 2 anos.

    Detalhes da diferença SISANT vs ANATEL em SISANT vs Homologação ANATEL.

    04RBAC 100 e RBAC-E 94: regras de operação

    O RBAC 100 (atualizado em 2026) e o RBAC-E nº 94 (norma especial para aeronaves não tripuladas) são as regulamentações que definem como operar drones no Brasil. Pontos centrais:

    RBAC-E 94 — regras essenciais (vigentes)

    • Categoriza drones por peso e finalidade
    • Define VLOS (linha de visada) como padrão
    • Estabelece altura máxima de 120 m AGL para drones de classe 3
    • Distância mínima de 30 m de pessoas não envolvidas

    RBAC 100 — atualização (2026)

    Consolida regras antes dispersas e introduz categorias mais finas para diferentes tipos de operação. Áreas afetadas: certificação de piloto, regras de operação BVLOS, exigências para drones acima de 25 kg.

    05Certificação do piloto profissional

    Para uso profissional ou comercial, o piloto precisa de credenciais adicionais:

    • CMA (Certificado Médico Aeronáutico): exame médico equivalente ao de piloto aeronáutico tradicional
    • Licença de Piloto Remoto (ANAC): emitida após exame teórico e prático específico para drones
    • Habilitação para categoria do drone: diferenciada para drones de até 25 kg, entre 25 e 150 kg, e acima de 150 kg
    • Curso específico para operações especiais: agrícola (uso de defensivos), BVLOS, operação noturna

    Para drones recreativos, nada disso é exigido — basta cumprir SISANT e regras gerais.

    06DECEA SARPAS: autorização do voo

    O DECEA controla o espaço aéreo brasileiro. Para drones, isso significa:

    • SARPAS: sistema de solicitação de autorização para voo
    • Cada voo em áreas controladas exige solicitação prévia
    • Voos em áreas rurais não controladas abaixo de 120 m AGL e em VLOS geralmente não exigem SARPAS específico
    • Voos em FRZ (Flight Restricted Zone) ou áreas urbanas adensadas sempre exigem autorização

    O processo SARPAS é digital e relativamente ágil para operações simples. Operações recorrentes (agricultura, monitoramento, mapeamento de rota fixa) podem ter autorizações de longa duração.

    07FRZ e zonas restritas

    FRZ (Flight Restricted Zone) são áreas de espaço aéreo onde o voo de drones é restrito por questões de segurança. Inclui:

    • Raio de até 9 km em torno de aeroportos e aeródromos
    • Áreas próximas a heliportos hospitalares
    • Bases militares e áreas de treinamento da FAB
    • Algumas instalações estratégicas (refinarias, hidrelétricas, presídios)
    • Áreas de proteção ambiental específicas

    Voar em FRZ sem autorização explícita do DECEA é infração grave. Existem ferramentas para consultar zonas — uma boa referência prática em FRZ e aeroporto: como consultar.

    08Categorias de drone por peso

    A regulamentação trata drones de forma diferenciada por peso:

    Até 249 g (classe especial, "micro")

    Recreativo dispensado de SISANT. Homologação ANATEL obrigatória. SARPAS dispensado em rural não controlado. Comercial exige tudo.

    250 g a 25 kg (classe 1 e 2)

    SISANT obrigatório. Homologação ANATEL obrigatória. SARPAS conforme localidade. Comercial exige certificação de piloto.

    25 kg a 150 kg (classe 3, grandes)

    Todas as exigências anteriores + certificação específica de piloto (habilitação para a categoria), inspeções periódicas da aeronave, manual de operações.

    Acima de 150 kg

    Tratado quase como aeronave tradicional — certificação completa do equipamento e do piloto, plano de voo formal, manutenção registrada.

    09VLOS, EVLOS e BVLOS

    Três modos de operação, com regras crescentes:

    • VLOS (Visual Line of Sight): piloto mantém visada direta do drone. Modo padrão para drones recreativos.
    • EVLOS (Extended VLOS): observadores adicionais ajudam a manter visada. Exige autorização específica.
    • BVLOS (Beyond VLOS): drone fora da visada do piloto. Exige certificação avançada, autorização DECEA dedicada e geralmente restrito a corredores aprovados.

    BVLOS é o futuro das operações comerciais de larga escala (delivery, monitoramento de infraestrutura, agricultura de precisão), mas hoje ainda exige documentação extensa.

    10Voos urbanos vs rurais

    Voar drone em área urbana adensada é significativamente mais restrito que em área rural:

    • Distância mínima de pessoas: 30 m de terceiros não envolvidos na operação
    • Áreas urbanas adensadas: SARPAS obrigatório, mesmo em VLOS
    • Altura máxima: 120 m AGL em geral, menor em áreas próximas a aeroportos
    • Voos noturnos urbanos: exigem autorização específica e luzes obrigatórias

    Em áreas rurais, as regras são mais permissivas mas ainda exigem cumprimento das três agências.

    11Voo noturno e luzes obrigatórias

    Voo noturno exige preparação adicional:

    • Luzes anticolisão visíveis a pelo menos 5 km
    • Autorização SARPAS específica para operação noturna
    • Avaliação de segurança da operação
    • Drones recreativos não voam de noite sem autorização

    Detalhes técnicos em Drone voo noturno: regras e luzes 2026.

    12Voo comercial: exigências adicionais

    Uso comercial (qualquer pagamento envolvido) acumula:

    • Cadastro do drone no SISANT (não importa o peso)
    • Cadastro como pessoa jurídica se for empresa
    • Certificação de piloto remoto
    • Seguro RETA (responsabilidade civil obrigatória)
    • Manual de operações da empresa
    • Registros de manutenção e voo
    • Plano de risco específico para cada tipo de operação

    Para operações específicas (fotografia comercial, mapeamento, inspeção, agricultura), há requisitos adicionais.

    13Voos sobre pessoas

    Sobrevoar pessoas não envolvidas na operação é uma das áreas mais restritas:

    • Drones leves (até 249 g): sobrevoo permitido em VLOS, com cuidados de segurança
    • Drones acima de 250 g: distância mínima de 30 m de terceiros
    • Multidões (estádios, eventos): proibido salvo autorização específica e seguro
    • Operação corporativa em evento: exige seguro adicional e equipe de segurança em terra

    14Seguro obrigatório

    O RETA (Responsabilidade Civil de Terceiros em Aeronaves) é o seguro obrigatório para operações comerciais. Cobre:

    • Danos materiais a propriedade de terceiros
    • Danos corporais a pessoas não envolvidas na operação
    • Coberturas mínimas definidas pela legislação

    Para uso recreativo de drones acima de 250 g, o seguro não é obrigatório mas é fortemente recomendado — o potencial de danos a terceiros é real e responsabilidade civil em caso de acidente fica com o operador.

    15Como funciona a fiscalização

    A fiscalização ocorre em diferentes níveis:

    • ANATEL: presencial em eventos, lojas, e em resposta a denúncias. Verifica selos visíveis e autenticidade dos números.
    • ANAC: via SISANT (cadastros) e em denúncias específicas. Pode pedir documentação do operador.
    • DECEA: monitora espaço aéreo. Drones em FRZ sem autorização podem ser detectados e a operação interrompida.
    • Polícia Federal/Civil: apoia em casos de operação ilegal, especialmente em áreas restritas (presídios, eventos públicos, áreas sensíveis).

    Em 2026, a fiscalização aumentou consideravelmente. Vale levar a sério.

    16Multas e penalidades

    Penalidades variam por agência:

    • ANATEL: apreensão do equipamento + multa administrativa
    • ANAC: multa pelo operador + suspensão/cassação da licença para profissionais
    • DECEA: multa pelo voo irregular + comunicação a ANAC e ANATEL
    • Responsabilidade civil: qualquer dano causado é responsabilidade do operador
    • Responsabilidade criminal: em casos de invasão de privacidade, espionagem ou crime patrimonial via drone

    Detalhes em Consequências de voar drone sem homologação ANATEL.

    17Como se manter atualizado

    A regulamentação muda — em 2026 mudou bastante. Para manter-se atualizado:

    • Site oficial da ANATEL: anatel.gov.br
    • Site oficial da ANAC: anac.gov.br
    • Portal SARPAS do DECEA: decea.gov.br
    • Nosso blog: tracking de mudanças regulatórias relevantes para pilotos
    • Comunidades de pilotos brasileiros (Telegram, Discord, grupos locais)

    18Perguntas frequentes

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    Guia escrito por — atualizado em 30 de maio de 2026.

    Disclaimer: conteúdo informativo, não substitui consulta jurídica ou os textos oficiais da ANATEL, ANAC e DECEA.